3 de julho de 2014

Vida


a manh'ser


Eu sou o caule 
dessas trepadeiras sem classe, 
nascidas na frincha das pedras: 
Bravias. 
Renitentes. 
Indomáveis. 
Cortadas. 
Maltratadas. 
Pisadas. 
E renascendo.

Minha Cidade
A minha vida é como
se me batessem com ela.

Intervalo Doloroso/Livro do Desassossego


9 comentários:

UIFPW08 disse...

I pensieri sono come le nuvole ci sono sempre e non si dimenticano mai
I meie baci
Morris

Mar Arável disse...

Sempre nas raizes

Nina Souza disse...

Uma trepadeira, teimosa e tantas vezes indesejada... mas que continua forte. Independente de quereres.

beijos, linda semana!

Carmem Grinheiro disse...

Boa tarde,
belíssimos textos tem aqui, alguns dos que li, confesso, não conhecia: daí a importância de querer sempre mais. Nunca se conhece tudo, e maravilhoso poder estar sempre a conhecer novos e a rever os já conhecidos.
Este poema de Coralina é divino: ser a erva teimosa e resistente que não se deixa abater - essa sou eu. E que o consiga ser sempre.
Abço amigo

Adri Aleixo disse...

Este lugar é mágico!

Beijo, Inês.

Duarte disse...

Essa Rosa Vermelha!!!
Que veste caminho e quelha,
É a rainha das flores.
E paixão pra muitos amores!

Pelo vento sacudida,
Que atiça sem parar.
Como gente d’alma ferida
Rota por tanto penar…

Ressalta a cor e a beleza,
Fogo, chama ardente,
Como povo enfurecido!

Por tanto tempo perdido,
Numa luta desigual, demente.
Pedem justiça, tem pobreza…

Abraço-te

Roselia Bezerra disse...

Olá,
Lindo o poema da Cora!!!
Abraços fraternos de paz e bem

Branca disse...

Desassossegadamente intensos...

carlos disse...

Que lindo... a Cora é maravilhosa.